sábado, 15 de setembro de 2012

O falso dono da casa


Elas riam por falarem coisas que nunca pensariam em falar pra ninguém e por serem também tão parecidas. Eles por sua vez, achavam graça das besteiras sobre as quais discutiam e mantinham seus pensamentos em segredo. Acomodavam-se nas cadeiras e em cima dos moveis da cozinham, enquanto os dois cozinhavam o almoço, embora um deles fizesse mais coisas que o outro.  Divertiam-se comendo creme de chocolate 10 minutos antes de a refeição estar pronta.
Fora sem duvidas uma tarde bem agradável. Depois de comer e lavar a louça, foram pro quarto se espalhando na lentidão de depois de almoço. Escutaram musicas, falaram sobre a faculdade, e sobre oportunidades, e também sobre o que cada um faria da vida a seguir. Sabiam que se separariam em breve, porem, ninguém gostava muito de pensar nisso, e quando o assunto chegou, trocaram palavras de possíveis reencontros futuros.
Riram, brincaram, se alongaram. Fumaram e comeram doces. O final da tarde se aproximava e sabiam que com ele, chegava também a partida de todos, um deles ainda mais para longe do que os outros, que por enquanto, ainda moravam na mesma cidade. E chegou a despedida, se arrumaram, desceram a rua e chamaram o taxi. Despediram-se gentilmente por alguns minutos, com acenos como “você faz falta” ou então, “espero que nos vejamos em breve”, e sem mais partiu o mais velho deles para a rodoviária. Os outros se encaminharam para o ponto de ônibus e as garotas foram embora no mesmo veiculo, deixando para trás o dono da casa sozinho.

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