E no fundo, tudo aquilo mais lhe parecia um daqueles sonhos
que se tem vontade de viver, mas apenas com a certeza de que se acordará logo
em seguida. Entretanto, tudo estava invertido. Ela vivia o seu sonho agora, e
logo mais acordaria do que desejava que fosse a sua realidade, pois um dia já a
fora.
Sabia que o conformismo chegaria juntamente com a saudade
que seria cotidiana e contínua, mas não gostava de pensar nisso, pois tinha a
leve, porem precisa impressão que isso estaria presente durante o resto de sua
vida. Isto, sabia, não significava que
seria menos feliz, embora existisse um “talvez”. Todos esses sentimentos
faziam-na bem, mesmo através de um jeito mau, já que traziam recordações de
tempos em que fora muito feliz e a certeza de nunca mais esquecê-los.

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