Aquela velha frase que sempre faz sentido ou fará apenas mais uma vez. eu sempre soube. Sempre soube que ao pensar em você no caminho para casa não conseguiria falar-lhe quando o visse. Nem que fosse só pela internet. Sempre soube que um "você é interessante, mas" era apenas uma tentativa de consolo. Sempre soube que com você nada aconteceria. Quanto mais a caneta desliza sobre o papel, mais as palavras somem. E é triste.
A tristeza permaneceu desde que a tua ausência se fez parecer presença. E a presença mais parecia alucinação. Sempre soube que seria assim, com uma ou duas conversas apenas, algumas considerações pela metade. Algumas músicas, poucos poemas seus, muitos meus. E fim. Sem mais esperanças, sem mais olhares. Sem mais.
No fundo, tentava acreditar que não. Mas sempre soube que acabaria assim. Palavras, sem elas. E eu apenas peguei a caneta e escrevi.