Fechava os olhos para se concentrar totalmente na audição. Fechava os olhos para não ver. Praticava essa ação até porque muitas vezes não queria enxergar a beleza física das pessoas. Queria ver muito mais que isso. Não queria ver o egoísmo e a frieza dos seres humanos. A humanidade é desumana.
Ela queria muito mais que isso. Muito mais do que esse mundinho em que vivia poderia oferecer. Não queria parecer boçal... ela queria poder enxergar a essência das coisas.
Ouvia ao longe as pessoas conversando. Conseguia ouvir o leve bater da cortina na janela. Escutava o vento balançando as folhas das árvores e ao mesmo tempo o apito dos ônibus que freavam na esquina. Sorriu.
Sorriu porque queria sorrir. Às vezes, sabendo sempre que não deveria querer tal coisa, desejava fechar os olhos para não mais ver as coisas ruins que o mundo oferecia todos os dias.
Porque o mundo era assim? Porque as pessoas agiam de tal forma? Não queria mais ver. Na inocência, achava cada dia mais que aquele não era o seu lugar. Queria sair dali. Conhecer pessoas novas. Estava saturada, embora se achasse extremamente ingrata e idiota por isso.
Desejava acima de tudo ser cega e enxergar. Enxergar o verdadeiro eu das pessoas, a essência. queria ir embora e ser livre. Estava necessitada de autenticidade.
Hoje deu vontade de ouvir Beatles. Quis correr atrás da inspiração e trazê-la pelo braço, nem que fosse arrastada. Quase fui.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Certeza ou verdade
Ela, com toda certeza, sentiria uma enorme falta deles. De todos; cada um em particular e juntos como um todo. Juntos.
Juntos, era como ela achava que deveriam ficar. Mas a vida não tem piedade e acaba sempre por afastar a todos. Afastar não, separar. Ou seria mesmo afastar? Sim, era realmente afastar. Porque para ela, nada poderia separá-los.
Nada mudaria o que ficara na memória. Cada memória guardada e bem guardada. Risadas de piadas sem graça. Apelidos reveladores porém carinhosos. Conversas sérias e descontraídas. Micos e dias depressivos de chuva. Fotos engraçadas e "espontâneas" que fazem todos se divertirem. A força que nos unia até na recuperação. Os novatos que já conquistaram a afeição. Os veteranos que, como verdadeiros companheiros, estuveram aqui sempre. As aulas a tarde e os 'estudos' da tarde. As paqueras e rolos. As lágrimas e as flores.
Quanto a eles, nada tinha a reclamar ou a esquecer, apagar. Eles eram maravilhosos. Faziam os seus dias mais radiantes. Cada um com seu jeito, sua marca registrada. Um se importando com o outro. Abraçando quando era ou não necessário. Desejando um "bom-dia" animado nas provas aos domingos. Todos.
Como ela sentiria falta. O mundo mandara cada um para lugar diferente. Afastou-os fisicamente, e até emocionalmente. Afastou um do convívio do outro. Mas não conseguirá apagar das lembranças tempos de tanta felicidade mútua que só quem ama guarda com carinho: verdadeiros amigos.
Juntos, era como ela achava que deveriam ficar. Mas a vida não tem piedade e acaba sempre por afastar a todos. Afastar não, separar. Ou seria mesmo afastar? Sim, era realmente afastar. Porque para ela, nada poderia separá-los.
Nada mudaria o que ficara na memória. Cada memória guardada e bem guardada. Risadas de piadas sem graça. Apelidos reveladores porém carinhosos. Conversas sérias e descontraídas. Micos e dias depressivos de chuva. Fotos engraçadas e "espontâneas" que fazem todos se divertirem. A força que nos unia até na recuperação. Os novatos que já conquistaram a afeição. Os veteranos que, como verdadeiros companheiros, estuveram aqui sempre. As aulas a tarde e os 'estudos' da tarde. As paqueras e rolos. As lágrimas e as flores.
Quanto a eles, nada tinha a reclamar ou a esquecer, apagar. Eles eram maravilhosos. Faziam os seus dias mais radiantes. Cada um com seu jeito, sua marca registrada. Um se importando com o outro. Abraçando quando era ou não necessário. Desejando um "bom-dia" animado nas provas aos domingos. Todos.
Como ela sentiria falta. O mundo mandara cada um para lugar diferente. Afastou-os fisicamente, e até emocionalmente. Afastou um do convívio do outro. Mas não conseguirá apagar das lembranças tempos de tanta felicidade mútua que só quem ama guarda com carinho: verdadeiros amigos.
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