Ela, com toda certeza, sentiria uma enorme falta deles. De todos; cada um em particular e juntos como um todo. Juntos.
Juntos, era como ela achava que deveriam ficar. Mas a vida não tem piedade e acaba sempre por afastar a todos. Afastar não, separar. Ou seria mesmo afastar? Sim, era realmente afastar. Porque para ela, nada poderia separá-los.
Nada mudaria o que ficara na memória. Cada memória guardada e bem guardada. Risadas de piadas sem graça. Apelidos reveladores porém carinhosos. Conversas sérias e descontraídas. Micos e dias depressivos de chuva. Fotos engraçadas e "espontâneas" que fazem todos se divertirem. A força que nos unia até na recuperação. Os novatos que já conquistaram a afeição. Os veteranos que, como verdadeiros companheiros, estuveram aqui sempre. As aulas a tarde e os 'estudos' da tarde. As paqueras e rolos. As lágrimas e as flores.
Quanto a eles, nada tinha a reclamar ou a esquecer, apagar. Eles eram maravilhosos. Faziam os seus dias mais radiantes. Cada um com seu jeito, sua marca registrada. Um se importando com o outro. Abraçando quando era ou não necessário. Desejando um "bom-dia" animado nas provas aos domingos. Todos.
Como ela sentiria falta. O mundo mandara cada um para lugar diferente. Afastou-os fisicamente, e até emocionalmente. Afastou um do convívio do outro. Mas não conseguirá apagar das lembranças tempos de tanta felicidade mútua que só quem ama guarda com carinho: verdadeiros amigos.
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