A garota chorava mas não conhecia o motivo. Ou tinha motivos demais para chorar apenas por um deles. Tremia, as mãos suavam, os olhos ora fixos ora extremamente agitados.
Tinha certeza que ele estava entre os motivos. Ele, os amigos, a baixa-autoestima, a escola, as pessoas que a olhavam atravessado sem aparente motivo. Não deveria ligar para elas, mas estava triste demais para pensar assim.
Sentia que não tinha nada a acrescentar à vida das pessoas que cruzavam seus caminhos. Beleza? Isso não serve para nada além de atrair pessoas em sua maioria fúteis, que não veem o que vale a pena ser visto, usufruido e amado.
Porque ver apenas o exterior? A garota chorava ainda mais em pensar nisso. Ela era ridícula, fútil, feia e sem graça. O que ganhariam em ficar ao seu lado? Nada.
As lágrimas rolavam em cascata sem fim. Não queria estar sozinha, mas estava. Queria muito alguém ali com ela, dizendo que entendia tudo, que isso iria passar, que a vida é muito mais que tudo aquilo, muito mais que o mundinho em que ela vivia agora. Que existem pessoas maravilhosas e que valem a pena. Queria que alguém a abraçasse e dissesse que já estavam longe de tudo.
Mas tal alguém estava bem longe dela e perto de outra garota, sendoseu melhor amigo, seu namorado e tudo o mais que ela desejasse. Naquele exato momento, enquanto seu corpo sangrava em lágrimas.
Hoje deu vontade de ouvir Beatles. Quis correr atrás da inspiração e trazê-la pelo braço, nem que fosse arrastada. Quase fui.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
O sapo Gordo e a plantinha
Essa história é bem simples. Achei que devesse colocá-la aqui porque apesar de ser ingênua, e alguns poderão dizer infantil e boba, diz muito. Principalmente pra mim.
(Perdoem a má estrutura do texto e a terrível formação das frases. Essa história foi fruto de uma brincadeira, e é simplesmente pelo que ela representa que está aqui.)
Era uma vez um sapo chamado Ronaldo. Ronaldo era um sapo muito gordo, mas mesmo assim ele era feliz. Ele tinha uma amiga chamada plantinha. Plantinhaera muito emo, gostava de Coldplay e adorava fazer fotossíntese. Um certo dia o sapo tentou animar a "mudinha", tentou cantar, pular, contar piadas, falar inglês, mas não estava conseguindo. Ele estava quase desistindo quando teve uma brilhante idéia. Foi então que ele decidiu dar um presente para ela. Ele ficou muito feliz pois sua idéia era mesmo brilhante. Porém, hesitou alguns momentos,"será que a idéia era assim tão boa mesmo?". Não sabia, mas só tinha essa. Decidiu, além de tudo, arriscar. Neste instante lembrou-se da plantinha e se deu conta de que ela veria a intenção, não o físico. Animou-se.
A plantinha se aquecia ao Sol quando Ronaldo se aproximou com um pequeno embrulho nas mãos. A "mudinha" olhou bem para ele, o olhar de sempre. Ele retribuiu o olhar e entregou o presente. Ela aceitou meio desconfiada, abriu e logo ficou radiante: eram os dois pilotos que ela tanto queria.
A plantinha agradeceu imensamente o singelo presente, agradeceu por ele ter se lembrado dela. mas além de tudo, como ele já supunha, ela agradeceu a representação de carinho presente em suas ações e atitudes.
(Perdoem a má estrutura do texto e a terrível formação das frases. Essa história foi fruto de uma brincadeira, e é simplesmente pelo que ela representa que está aqui.)
Era uma vez um sapo chamado Ronaldo. Ronaldo era um sapo muito gordo, mas mesmo assim ele era feliz. Ele tinha uma amiga chamada plantinha. Plantinhaera muito emo, gostava de Coldplay e adorava fazer fotossíntese. Um certo dia o sapo tentou animar a "mudinha", tentou cantar, pular, contar piadas, falar inglês, mas não estava conseguindo. Ele estava quase desistindo quando teve uma brilhante idéia. Foi então que ele decidiu dar um presente para ela. Ele ficou muito feliz pois sua idéia era mesmo brilhante. Porém, hesitou alguns momentos,"será que a idéia era assim tão boa mesmo?". Não sabia, mas só tinha essa. Decidiu, além de tudo, arriscar. Neste instante lembrou-se da plantinha e se deu conta de que ela veria a intenção, não o físico. Animou-se.
A plantinha se aquecia ao Sol quando Ronaldo se aproximou com um pequeno embrulho nas mãos. A "mudinha" olhou bem para ele, o olhar de sempre. Ele retribuiu o olhar e entregou o presente. Ela aceitou meio desconfiada, abriu e logo ficou radiante: eram os dois pilotos que ela tanto queria.
A plantinha agradeceu imensamente o singelo presente, agradeceu por ele ter se lembrado dela. mas além de tudo, como ele já supunha, ela agradeceu a representação de carinho presente em suas ações e atitudes.
sábado, 1 de outubro de 2011
Ela nada podia fazer, apenas abraçá-lo e tê-lo ali consigo. Sentia-se inútil e o silêncio dele agravava ainda mais o seu sentimento. Através do seu abraço podia sentir o coração dele a bater, sua respiração quente no pescoço, seus dedos acariciando sua cintura. Os olhos vermelhos, a tristeza calada.
Em contradição, possuía um sentimento estranho e ainda sem explicação que se opunha a sua inutilidade. Sentia que podia acalmar, dizer sem palavras que tudo ficaria bem, que já estavam longe de tudo. Queria-o bem, palhaço e chato de sempre. Não sentia pena dele. Ela apenas o amava demais.
Em contradição, possuía um sentimento estranho e ainda sem explicação que se opunha a sua inutilidade. Sentia que podia acalmar, dizer sem palavras que tudo ficaria bem, que já estavam longe de tudo. Queria-o bem, palhaço e chato de sempre. Não sentia pena dele. Ela apenas o amava demais.
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