sábado, 1 de outubro de 2011

Ela nada podia fazer, apenas abraçá-lo e tê-lo ali consigo. Sentia-se inútil e o silêncio dele agravava ainda mais o seu sentimento. Através do seu abraço podia sentir o coração dele a bater, sua respiração quente no pescoço, seus dedos acariciando sua cintura. Os olhos vermelhos, a tristeza calada.
Em contradição, possuía um sentimento estranho e ainda sem explicação que se opunha a sua inutilidade. Sentia que podia acalmar, dizer sem palavras que tudo ficaria bem, que já estavam longe de tudo. Queria-o bem, palhaço e chato de sempre. Não sentia pena dele. Ela apenas o amava demais.

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