Não se lembrava o momento exato e nem como deixara que as lágrimas caíssem. Diante de rudes palavras sem necessidade e a não oportunidade de se explicar, o choro a alcançou. Em meio a investidas injustas contra ela tiraram-lhe o direito de falar. E ela tinha muito o que expressar.
Chorava de raiva diante da impotência que vivia. Talvez devesse entrar nos livros para nunca mais sair. Viver na solidão do seu quarto era bem melhor. Era a ela mais agradável, só seu. Lá ela não era chamada de irresponsável, mesmo não sendo. Lá não tinha medo de contar a verdade, porque o que quer que falasse no seu mundo seria a verdade plena ou talvez apenas mentiras inventadas. Um lugar de sonhos onde seus personagens preferidos habitavam juntos um mesmo ambiente. Porém um lugar inexistente.
Mas talvez não caiba no saber humano uma forma que faça o mundo acreditar. E talvez ela só quisesse sair de casa para nunca mais voltar. Sim, modernismo.
Hoje deu vontade de ouvir Beatles. Quis correr atrás da inspiração e trazê-la pelo braço, nem que fosse arrastada. Quase fui.
terça-feira, 1 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
E como as pessoas podem conseguir fazer isso? Ficar sem falar com alguém que um dia representou tanto na sua vida pessoal? Como conseguir dizer que não sente saudade de tudo o que passou? Tudo o que se viveu, tudo tão marcante e indescritível e maravilhoso...tão presente. Sentimentos tão fortes. E é como se faltasse algo aqui, bem aqui. em mim.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
O que ainda virá
Dias de chuva eram para ela, antes de tudo, nostalgicos. Faziam-na recordar tempos, não longe mas recentes, dos quais já sentia uma saudade que para ela seria eterna. Tempos que não voltariam jamais.As gotas de chuva remexiam a terra em busca de algo desconhecido e traziam a sensação fria e ao mesmo tempo cálida na pele que se arrepiava. Um sentir-se bem.
Dias de chuva, em sua simplicidade, mergulhavam-na em uma multidão de pensamentos. Dias de chuva a levavam a pensar. Pensar nas suas amarguras guardadas, jogadas fora e vestigios que ainda permaniciam ali. Pessoas, pessoas e pessoas. Pessoas que a trocaram po outras sem ao menos pensar duas vezes. Pessoas que a fizeram se sentir no topo do mundo de tão especial. Pessoas maravilhosas que tivera tão pouco tempo para conhecer e conviver. Pessoas que pareciam muito com ela mesma. Pessoas que a surpreendiam ao se mostrar de uma forma diferente da qual ela achava que fossem. Pessoas , tão simples mas as quais muitas vezes teima-se em dizer complicadas.
Dias de chuva a lembravam de outros dias de chuva, passados em ótimas companhias. Já tinha aceitado que nunguém possui o poder para manter uma situação eternamente. E que a vida é muito curta para se viver tudo o que vale a pena ser vivido. Momentos bons devem ser arquivados na memória e recordados sempre que se sentir saudades imensas daquilo que , como todos sabem, não voltará jamais.
Sim, ela adorava dias de chuva. Traziam-na um sentimento inexplicável. A alegria, a tristeza, a nostalgia. O frio que abraçava e acariciava suavemente a pele. Por dentro, o calor que acalentava e fazi o coração bater mais rápido. A vontade de ir embora e deixar tudo para trás. E a dor que isso causa ao ser humano. Algo que a corroía por dentro e que, por fora, a impulsionava a seguir em frente.
E por último, a vontade de que nada mudasse. O querer que se pudesse continuar por um longo tempo o que era vivido no ano agora terminado.
Depois de um turbilhão de sensações, a garota chorou. Viu-se pequena diante do Universo. Inexperiente, e a vida que batia à sua porta, louca para puxá-la pela mão e mostra tudo o que havia de bom. Tirá-la do seu mindinho e dizer que há muito a se fazer, principalmente pelos que estariam próximos a ela. As lágrimas escorriam. Sim, ela iria, mas sabia: nunca esqueceria nada do que vivera, sem dúvidas, que se pudesse viveria tudo outra vez. Não se prenderia ao passado, a vida exigiria que vivesse o presente. Entretanto, quando a idade avançasse e com ela surgissem as tão famosas rugas e cabelos brancos poderá dizer que viveu intensamente tudo o que tinha para viver e sorrirá ao lembrar e contar suas histórias.
E a garota chorava calada. Lágrimas quantes de saudade do que passou e do que ainda viria.
Dias de chuva, em sua simplicidade, mergulhavam-na em uma multidão de pensamentos. Dias de chuva a levavam a pensar. Pensar nas suas amarguras guardadas, jogadas fora e vestigios que ainda permaniciam ali. Pessoas, pessoas e pessoas. Pessoas que a trocaram po outras sem ao menos pensar duas vezes. Pessoas que a fizeram se sentir no topo do mundo de tão especial. Pessoas maravilhosas que tivera tão pouco tempo para conhecer e conviver. Pessoas que pareciam muito com ela mesma. Pessoas que a surpreendiam ao se mostrar de uma forma diferente da qual ela achava que fossem. Pessoas , tão simples mas as quais muitas vezes teima-se em dizer complicadas.
Dias de chuva a lembravam de outros dias de chuva, passados em ótimas companhias. Já tinha aceitado que nunguém possui o poder para manter uma situação eternamente. E que a vida é muito curta para se viver tudo o que vale a pena ser vivido. Momentos bons devem ser arquivados na memória e recordados sempre que se sentir saudades imensas daquilo que , como todos sabem, não voltará jamais.
Sim, ela adorava dias de chuva. Traziam-na um sentimento inexplicável. A alegria, a tristeza, a nostalgia. O frio que abraçava e acariciava suavemente a pele. Por dentro, o calor que acalentava e fazi o coração bater mais rápido. A vontade de ir embora e deixar tudo para trás. E a dor que isso causa ao ser humano. Algo que a corroía por dentro e que, por fora, a impulsionava a seguir em frente.
E por último, a vontade de que nada mudasse. O querer que se pudesse continuar por um longo tempo o que era vivido no ano agora terminado.
Depois de um turbilhão de sensações, a garota chorou. Viu-se pequena diante do Universo. Inexperiente, e a vida que batia à sua porta, louca para puxá-la pela mão e mostra tudo o que havia de bom. Tirá-la do seu mindinho e dizer que há muito a se fazer, principalmente pelos que estariam próximos a ela. As lágrimas escorriam. Sim, ela iria, mas sabia: nunca esqueceria nada do que vivera, sem dúvidas, que se pudesse viveria tudo outra vez. Não se prenderia ao passado, a vida exigiria que vivesse o presente. Entretanto, quando a idade avançasse e com ela surgissem as tão famosas rugas e cabelos brancos poderá dizer que viveu intensamente tudo o que tinha para viver e sorrirá ao lembrar e contar suas histórias.
E a garota chorava calada. Lágrimas quantes de saudade do que passou e do que ainda viria.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Incostância
A garota chorava mas não conhecia o motivo. Ou tinha motivos demais para chorar apenas por um deles. Tremia, as mãos suavam, os olhos ora fixos ora extremamente agitados.
Tinha certeza que ele estava entre os motivos. Ele, os amigos, a baixa-autoestima, a escola, as pessoas que a olhavam atravessado sem aparente motivo. Não deveria ligar para elas, mas estava triste demais para pensar assim.
Sentia que não tinha nada a acrescentar à vida das pessoas que cruzavam seus caminhos. Beleza? Isso não serve para nada além de atrair pessoas em sua maioria fúteis, que não veem o que vale a pena ser visto, usufruido e amado.
Porque ver apenas o exterior? A garota chorava ainda mais em pensar nisso. Ela era ridícula, fútil, feia e sem graça. O que ganhariam em ficar ao seu lado? Nada.
As lágrimas rolavam em cascata sem fim. Não queria estar sozinha, mas estava. Queria muito alguém ali com ela, dizendo que entendia tudo, que isso iria passar, que a vida é muito mais que tudo aquilo, muito mais que o mundinho em que ela vivia agora. Que existem pessoas maravilhosas e que valem a pena. Queria que alguém a abraçasse e dissesse que já estavam longe de tudo.
Mas tal alguém estava bem longe dela e perto de outra garota, sendoseu melhor amigo, seu namorado e tudo o mais que ela desejasse. Naquele exato momento, enquanto seu corpo sangrava em lágrimas.
Tinha certeza que ele estava entre os motivos. Ele, os amigos, a baixa-autoestima, a escola, as pessoas que a olhavam atravessado sem aparente motivo. Não deveria ligar para elas, mas estava triste demais para pensar assim.
Sentia que não tinha nada a acrescentar à vida das pessoas que cruzavam seus caminhos. Beleza? Isso não serve para nada além de atrair pessoas em sua maioria fúteis, que não veem o que vale a pena ser visto, usufruido e amado.
Porque ver apenas o exterior? A garota chorava ainda mais em pensar nisso. Ela era ridícula, fútil, feia e sem graça. O que ganhariam em ficar ao seu lado? Nada.
As lágrimas rolavam em cascata sem fim. Não queria estar sozinha, mas estava. Queria muito alguém ali com ela, dizendo que entendia tudo, que isso iria passar, que a vida é muito mais que tudo aquilo, muito mais que o mundinho em que ela vivia agora. Que existem pessoas maravilhosas e que valem a pena. Queria que alguém a abraçasse e dissesse que já estavam longe de tudo.
Mas tal alguém estava bem longe dela e perto de outra garota, sendoseu melhor amigo, seu namorado e tudo o mais que ela desejasse. Naquele exato momento, enquanto seu corpo sangrava em lágrimas.
O sapo Gordo e a plantinha
Essa história é bem simples. Achei que devesse colocá-la aqui porque apesar de ser ingênua, e alguns poderão dizer infantil e boba, diz muito. Principalmente pra mim.
(Perdoem a má estrutura do texto e a terrível formação das frases. Essa história foi fruto de uma brincadeira, e é simplesmente pelo que ela representa que está aqui.)
Era uma vez um sapo chamado Ronaldo. Ronaldo era um sapo muito gordo, mas mesmo assim ele era feliz. Ele tinha uma amiga chamada plantinha. Plantinhaera muito emo, gostava de Coldplay e adorava fazer fotossíntese. Um certo dia o sapo tentou animar a "mudinha", tentou cantar, pular, contar piadas, falar inglês, mas não estava conseguindo. Ele estava quase desistindo quando teve uma brilhante idéia. Foi então que ele decidiu dar um presente para ela. Ele ficou muito feliz pois sua idéia era mesmo brilhante. Porém, hesitou alguns momentos,"será que a idéia era assim tão boa mesmo?". Não sabia, mas só tinha essa. Decidiu, além de tudo, arriscar. Neste instante lembrou-se da plantinha e se deu conta de que ela veria a intenção, não o físico. Animou-se.
A plantinha se aquecia ao Sol quando Ronaldo se aproximou com um pequeno embrulho nas mãos. A "mudinha" olhou bem para ele, o olhar de sempre. Ele retribuiu o olhar e entregou o presente. Ela aceitou meio desconfiada, abriu e logo ficou radiante: eram os dois pilotos que ela tanto queria.
A plantinha agradeceu imensamente o singelo presente, agradeceu por ele ter se lembrado dela. mas além de tudo, como ele já supunha, ela agradeceu a representação de carinho presente em suas ações e atitudes.
(Perdoem a má estrutura do texto e a terrível formação das frases. Essa história foi fruto de uma brincadeira, e é simplesmente pelo que ela representa que está aqui.)
Era uma vez um sapo chamado Ronaldo. Ronaldo era um sapo muito gordo, mas mesmo assim ele era feliz. Ele tinha uma amiga chamada plantinha. Plantinhaera muito emo, gostava de Coldplay e adorava fazer fotossíntese. Um certo dia o sapo tentou animar a "mudinha", tentou cantar, pular, contar piadas, falar inglês, mas não estava conseguindo. Ele estava quase desistindo quando teve uma brilhante idéia. Foi então que ele decidiu dar um presente para ela. Ele ficou muito feliz pois sua idéia era mesmo brilhante. Porém, hesitou alguns momentos,"será que a idéia era assim tão boa mesmo?". Não sabia, mas só tinha essa. Decidiu, além de tudo, arriscar. Neste instante lembrou-se da plantinha e se deu conta de que ela veria a intenção, não o físico. Animou-se.
A plantinha se aquecia ao Sol quando Ronaldo se aproximou com um pequeno embrulho nas mãos. A "mudinha" olhou bem para ele, o olhar de sempre. Ele retribuiu o olhar e entregou o presente. Ela aceitou meio desconfiada, abriu e logo ficou radiante: eram os dois pilotos que ela tanto queria.
A plantinha agradeceu imensamente o singelo presente, agradeceu por ele ter se lembrado dela. mas além de tudo, como ele já supunha, ela agradeceu a representação de carinho presente em suas ações e atitudes.
sábado, 1 de outubro de 2011
Ela nada podia fazer, apenas abraçá-lo e tê-lo ali consigo. Sentia-se inútil e o silêncio dele agravava ainda mais o seu sentimento. Através do seu abraço podia sentir o coração dele a bater, sua respiração quente no pescoço, seus dedos acariciando sua cintura. Os olhos vermelhos, a tristeza calada.
Em contradição, possuía um sentimento estranho e ainda sem explicação que se opunha a sua inutilidade. Sentia que podia acalmar, dizer sem palavras que tudo ficaria bem, que já estavam longe de tudo. Queria-o bem, palhaço e chato de sempre. Não sentia pena dele. Ela apenas o amava demais.
Em contradição, possuía um sentimento estranho e ainda sem explicação que se opunha a sua inutilidade. Sentia que podia acalmar, dizer sem palavras que tudo ficaria bem, que já estavam longe de tudo. Queria-o bem, palhaço e chato de sempre. Não sentia pena dele. Ela apenas o amava demais.
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