sábado, 21 de maio de 2011

Amar

Ela sentia saudades imensas dele. Sentia falta das conversas, das risadas, das confidências à meia voz. Sentia falta dos dedos se tocando e do olhar desviado, incapaz de persistir no seu. Queria poder abraçá-lo, como se nada houvesse acontecido e chorar em sua camisa, mas não tinha coragem. As coisas haviam mudado. Ele parecia nem notar. Parecia não sentir falta de nada.
Sem sombra de dúvidas as coisas haviam mudado. Ele arranjara alguém para suprir suas necessidades. Esta pessoa certamente supria entre tantas, a da sua amizade. Se é que um dia essa amizade fôra necessária.
Ela o observava de longe, sem esperar nada, sem dizer nada. Observava os seus gestos de afeto, seus sorrisos. Ela o queria assim, feliz. A felicidade dele a deixava feliz. Mesmo ele a tendo machucado profundamente com seus atos, ela o queria feliz.
Nunca sentira isso. Queria demais a felicidade dele. Os sorrisos dele a deixavam feliz mesmo estando triste. Não se importava consigo. As lágrimas rolaram e foram secadas rapidamente.

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