quinta-feira, 21 de abril de 2011

Anjinho


     Já era o quinto teste que dava positivo. Havia uma chance muito pequena de cinco testes estarem errados. Ela estava grávida, tinha quase certeza. Essa seria a melhor notícia que poderia receber se ela não tivesse apenas 16 anos.
     Os pensamentos fluiam em sua mente. Qual seria a reação do seu namorado? o que os seus pais diriam? E os seus amigos e parentes? Ela não sabia. Não sabia se deveria chorar ou sorrir porque seria mãe. Ela seria mãe! Um sorriso inconsciente apareceu em seu rosto. Sim, ela tinha escolhido sorrir.
     E se os outros quisessem um aborto? Acariciou a pele da sua barriga em um ato protetor. Não, ela não abortaria. ninguém podeira obrigá-la. Aquele era o seu filho. Seu bebê. Seu pequeno bebê que naquele momento cabia na palma da sua mão de tão pequeno. Mas ele cresceria, ela o alimentaria com o próprio sangue enquanto ele estivesse ali dentro.
     Seria menina ou menina? Não sabia. Porém, ela o amaria de qualquer jeito. Na verdade, já o amava. Assim como uma mãe ama o seu filho.
     Em um ato de carinho, começou a cantar suavemente e baixinho para que apenas os dois ouvissem. As lágrimas escorreram pelo seu rosto. Seu filho, seu anjinho. Uma jóia que Deus havia enviado para que ela cuidasse, para que ela amasse.
     Sim, ela cuidaria dele com todo o amor. Seu anjinho enviado por Deus, tão inocente e puro que nunca ninguém deveria ao menos cogitar fazer algum mal.

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