A única ação que estava ao seu alcance era abraçá-lo, tê-lo ali consigo. Queria muito poder dizer-lhe que ficaria tudo bem, que eles resolveriam tudo, mas ela sabia que as coisas não eram bem assim.
Os olhos vermelhos, o respirar fundo, o tentar se acalmar e logo em seguida deixar-se tomar pela angústia e um leve toque de desespero eram a prova de que até o mais imponente algum momento torna-se frágil, mas nunca fraco.
Sem palavras, nem exatidão ele demonstrava os sentimentos na frente da garota pela primeira vez. Abraçava-a, envolvendo-a completamente. Encostava a cabeça em seu pescoço procurando explicações sem retorno.
Ela, impossibilitada talvez de fazer qualquer outra coisa abraçava-o, acariciava o pescoço e os cabelos louros. Queria tirar dele toda a tristeza, toda a dor. Queria-o bem. Queria dizer que estava ali com ele pra tudo. Não conseguiu. Não por faltar com a verdade, mas por aquele momento não necessitar de palavras, talvez por não existirem.
Sentia-se feliz em poder acalmá-lo, em abraçá-lo. Mostrava que não era totalmente inútil, e que tinha sentimentos. A respiração dele se acalmava, junto com o bater do coração que ela conseguia sentir pela aproximação.
Fechou os olhos e encostou a cabeça na dele.
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